IMS Post #08

fevereiro 16, 2010 at 3:21 am (Uncategorized) (, )

Finalizando hoje, “Pedreira das Almas” de Jorge Amado, com direção de Brian Penido Ross, meu futuro e incrível professor! :D

A peça retrata a época da decadência do ouro em minas gerais, onde está acontecendo uma revolução e um revolucionário em específico é procurado pelas forças do governo, esse revolucionário se chama Gabriel. Gabriel é “noivo” de Mariana, filha de Urbana, a matriarca da cidade. Aí entra o primeiro embate da peça, Gabriel e muitas pessoas querem deixar a cidade, pois a escassez tomou conta do lugar, só existem cemitérios, e Urbana teima que todos devem ficar e honrar os mortos, e jura a sua filha que não lhe dará a benção para a mesma sair da cidade com Gabriel.

Após a chegada do Delegado Vasconcellos, que foi enviado junto de uma força militar relativamente significante para prender Gabriel, a cidade vira no caos, após uma longa discussão com Urbana, Vasconcellos revela que seu filho, Martiniano, fora preso como sendo seguidor de Gabriel e após uma série de discussões e tumultos ele acaba morto, o que faz a mãe jurar que nunca contará onde está escondido Gabriel.

Um drama trágico se desenrola daí para a frente, cada vez deixando a situação mais pesada, até que se resolve com um caro preço.

Não vou contar mais, assistam oras! hahaha

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IMS Post #07

fevereiro 16, 2010 at 3:02 am (Uncategorized) (, )

Seguida de “Mão na Luva”, assisti “Valsa Nº 6″ de Nelson Rodrigues.

Outra peça que merece muita atenção, pois é uma série de coisas boas, começando por Clara Carvalho, estreiando na direção, seguido da atriz, muito boa por sinal, Marina Ballarin, do fato do texto ser um monólogo, e não ter sido jogado fora em momento algum, e da estética adotada em palco, por elásticos amarrados nas pernas e braços da atriz.

Caramba, como era de se esperar, por ser um texto de Nelson, é chocante! Muito chocante inclusive, a menina Sônia, conta sua história de vida, curta aliás, pois foi morta aos 15 anos com uma punhalada nas costas, diante de várias faces. A garota foi dada como demente, então assume diversas personalidades enquanto conta a história, num cenário bem fúnebre e ao melhor estilo purgatório.

Segue um pedaço do texto retirado do folheto da peça:

“Quem é Sônia? Não sabemos. Com seus ecos radiofônicos de novela policial, o texto é uma colagem quase cubista de suas muitas facetas. Temos várias Sônias: a Sônia menina-de-família; a Sônia mulher, com suas frases de folhetim; a Sônia narradora, irônica e distanciada; a Sônia-coro, que arremeda vizinhos, empregados e até pessoas de seu próprio velório e até a “Sônia-Cavalo”, que a certa altura recebe uma entidade agressiva.”

Ou seja, são várias Sônias, o que dá uma gama incrível de possibilidades que a atriz aborda muito bem. Outra que merece recomendação, como todas até agora… :D

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IMS Post #06

fevereiro 16, 2010 at 2:50 am (Uncategorized) (, )

Hoje fui assistir uma maratona de peças, ooo alegria! :D

Vou pela sequência que assisti! Começando por “Mão na Luva” de Oduvaldo Vianna Filho.

Mão na Luva é um espetáculo bem diferente, idealizado pelo núcleo de estudos do grupo tapa, tem uma execução parecida com a peça “A Moratória”, onde sucedem-se cenas do presente e do passado.
O foco da peça é o conflito de um casal, que após 9 anos decide acabar seu casamento, em meio a discussões a peça mostra o lado frágil do homem, seus problemas, defeitos e fraquezas. Conforme a peça anda ambos vão revelando seus segredos, suas traições e suas ambições ou sacrifícios que fizeram pela vida do “casal”.

Muito legal, muito legal meeesmo, as brigas, os picos de alegria, tudo é muito bem vivido por Isabella Lemos e Marcelo Pacífico. Adorei! :D

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IMS Post #05

fevereiro 15, 2010 at 6:38 pm (Uncategorized) (, )

Também lí a peça, “Um Bonde Chamado Desejo”, de Tenesse Williams.

Bom, é da mesma coleção que o meu “Pequenos Burgueses”, então já era de se esperar algo muito bom não é?! E realmente foi, já havia assistido uma leitura de cenas da peça mas ainda não tinha a lido por completo, coisa que fiz ontém, fissurado, e que as 200 páginas do livro não me fizeram desistir hehehe

A peça conta a história de Blanche Dubois, uma professora, moça fina que conforme o tempo foi perdendo os entes queridos e a propriedade na qual foi criada junto da irmã Stella, a fazenda de Belle Rêve. O desenrolar da peça acontece após a chegada de Blanche no apartamento humilde da irmã Stella, o qual Blanche de cara repugna e muito. A família de Blanche foi muito rica na sua infância, daí vem o seu nojo com o local e com os modos das pessoas, coisa que a irmã nem liga, afinal saiu de Belle Rêve para casar-se e voltava somente nos funerais dos entes queridos.

Conforme a peça vai avançando o conflito vai ficando cada vez mais tenso, Blanche tende a cada vez ficar mais psicótica e o marido de Stella, Stanley, a ficar cada vez mais rude, até o final da peça quando todo o jogo de Blanche é desmascarado e a mesma tem um fim um tanto quanto triste.

Gostei muito da peça, mas vou me segurar para não contá-la se não perde a graça para quem não leu, mas recomento também, uma boa pedida sem dúvidas! :D

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IMS Post #04

fevereiro 15, 2010 at 6:27 pm (Uncategorized) (, , )

Bom, ontém não aguentei o sono então não postei, mas fiz boas coisas também, aí vão! hehe

Ví ontém a peça “Concerto de Ispinho e Fulô”.

Maravilhosa!!! Não é a toa que recebeu duas indicações ao prêmio Shell (Direção Musical e Categoria especial, pela pesquisa e montagem do espetáculo) e duas ao prêmio CPT (Direção Musical e melhor espetáculo em espaço não-convencional).

A peça retrata uma rádio-conexão, um programa de rádio, entre São Paulo, SP e Assaré, Ceará, uma cidadezinha pra lá de pequena do nordeste brasileiro. No espetáculo a galera da Companhia do Tijolo procura e entrevista o poeta Patativa do Assaré, figura conhecida da região e personagem com muitas histórias pra lá de emocionantes.

O que mais me emocionou foi a parte que ele conta da filha, sabem, foi muito bom assistir a peça, pra mim pelo menos, pois temos um pensamento que exclui muito o nordeste, posso dizer até um pensamento sulista, e a região não tem culpa pelo clima que tem e as dificuldades que enfrenta. Todo o decorrer da peça me mostrou o quanto o povo de lá é forte, o quanto é fiél as suas tradições e como superam todas essas adversidades que COM CERTEZA se nós tivéssemos que passar, não conseguiríamos…

Com certeza nenhuma dessas indicações aos prêmios veio de graça, acho que foi um dos espetáculos mais diferentes que já ví, quebra todas convenções de palco, platéia, e transforma a peça numa experiência magnífica. Eu que particularmente tinha um preconceito de que a sala 1 do teatro coletivo não era bem uma sala “decente”, tomei uma porrada nos dedos pra lá de merecida, já tava na hora de largar um pouco o vício de peças dramáticas e a falta de interesse por qualquer outra fora do convencional. No coletivo, dado o espaço diferenciado da sala 1, a peça fluiu maravilhosamente bem, sem dúvidas parece que foi criada para aquele teatro, o público participava, o elenco dava essas oportunidades as pessoas, foi sem dúvida uma experiência pra lá de gostosa!

E o melhor, ainda me fizeram tomar um copo americano INTEIRO de cachaça nordestina!!! Pensem em um louco que já achava que era do elenco e tava querendo entrar no palco, pois é, quase fiz dessa! uhauahuahuahuahu

Mas o espetáculo em sí vale muito a pena, sou meio enrolado ainda com as palavras, pois não acho umas realmente boas pra descrever essa experiência, ou para contar mais sobre a peça, mas espero que quem tiver a oportunidade não perca pois vai ser uma experiência única!

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